Impeachment, Indicações e a política do Toma Lá, Dá Cá

Hoje gostaria de conversar com vocês sobre a velha política do Toma lá, dá cá, que desta vez acabou não funcionando.

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Na última semana fomos surpreendidos com a Nota de Esclarecimento da Vereadora Fátima da Solidariedade, onde a vereadora explica que foi convidada pelo prefeito Marcelo Crivella a indicar o futuro superintendente da Ilha do Governador e os próximos gestores da vila olímpica.

Sem querer polemizar ou questionar o trabalho do atual superintendente, gostaria de entender o motivo do prefeito fazer este convite, justamente, bem próximo a votação de seu impeachment.

Ora, sabemos que Fátima da Solidariedade faz parte do grupo de 35 vereadores que votou a favor do Impeachment do Prefeito Marcelo Crivella.

Qual seria a real intenção do prefeito? Tirem vocês suas conclusões….

O que Crivella certamente não esperava, é que a vereadora fosse recusar a indicação, atrapalhando assim, seus possíveis planos de estancar o processo de impeachment.

Lembrando que, para ser aprovado, o impeachment precisa do voto de dois terços da Câmara, ou seja, 34 vereadores. Na abertura do processo, dos 51 vereadores, 35 votaram pela admissibilidade do processo, e 14 foram contra.

Se a vereadora aceitasse a “oferta”, provavelmente o prefeito Crivella teria mais um voto a seu favor.

Ganhou a Ilha, ganhou a democracia e ganhou a ética.
Fica aqui registrado meu respeito pela vereadora e por sua sábia decisão.

Segue abaixo a Nota de Esclarecimento da Vereadora Fátima

NOTA DE ESCLARECIMENTO À POPULAÇÃO

Hoje uso as redes sociais para declarar que no exercício da função de vereadora do município do Rio de Janeiro, fui convidada pelo Sr. Prefeito Marcelo Crivella para que pudesse participar, através dos meus conhecimentos, com uma ajuda no Poder Executivo para a indicação do Superintendente da Ilha do Governador e de gestores das Vilas Olímpicas.

Declarei ao prefeito a minha gratidão pelo convite, mas rejeitei todo o tipo de oferta que me foi concedida para que pudesse ajudá-lo na administração municipal, principalmente na Ilha do Governador. Entendo que a função do Vereador é legislar e fiscalizar. Sendo assim, agradeço ao prefeito e em respeito aos que confiaram seu voto a mim, continuarei representando e lutando pela melhoria do nosso bairro e da cidade do Rio de Janeiro com dignidade, honestidade e muita solidariedade.
Sigo sem nenhuma interferência política ou administrativa em meu mandato.

Atenciosamente,
Vereadora Fátima da Solidariedade

Assista:

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